"Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos apenas nossas próprias loucuras, fracassos e vícios"
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
E além disso, Sabiá?
Tentam me oferecer tudo o que há de bom
Mas tudo é tão pouquinho
Como vou crer no som do Tom
Se quando a tardinha cai
Um mafioso é que tá no barquinho
Como vou compor para o tal sabiá
Ou qualquer outro passarinho
Se num esquecido patamar
Se decompõe um menininho
Juro que não quero incomodar os que comandam a bossa nossa
Dando seu teco, fumando um cigarrinho
Só queria lembrar que o cheiro da fossa
Não chega perto do vosso linho
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Ariando
Às sextas vai ao bar
Ou mais uma vez à Pista 3
Que diferença faz?
Que diferença fez?
Agora é o melhor da noite passada
Um ovo estalado
A panela melada
O café passado
A vida embaçada
E a liberdade de dois travesseiros
Minha pouca idade
E o dia inteiro
Pra ver um bom filme
Só eu e meu cheiro
Às sextas vai ao bar
Ou mais uma vez à Pista 3
Que diferença faz?
Que diferença fez?
Sinto o prazer de uma manhã nublada
De redeitar na cama bagunçada
Não sabe o que é isso
Não entende nada
Da liberdade de dois travesseiros
Da pouca idade
E do dia inteiro
Pra ver um bom filme
Só eu e meu cheiro
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Arquipélago
Ai, se vier outra vez
Com esse par de três!
Não serás de ninguém.
Pois só sou tão só teu
Quando sei o que é meu
E de mais, mais ninguém
O dito popular que esqueceu
Já dizia:
É melhor um
Que nem um dos dois
E se não gostas que seja tão teu
Me jogo no mar
E me afogo depois...
Ou não
Quiçá virá Iemanjá
Pra me alertar
Das belezas da vida
Ou não
Está vendo as cagarrás que emergem do mar?
São o despertar
De minh'alma inibida
Com esse par de três!
Não serás de ninguém.
Pois só sou tão só teu
Quando sei o que é meu
E de mais, mais ninguém
O dito popular que esqueceu
Já dizia:
É melhor um
Que nem um dos dois
E se não gostas que seja tão teu
Me jogo no mar
E me afogo depois...
Ou não
Quiçá virá Iemanjá
Pra me alertar
Das belezas da vida
Ou não
Está vendo as cagarrás que emergem do mar?
São o despertar
De minh'alma inibida
domingo, 16 de outubro de 2011
Amizade
A noite é quando
Eu me faço e refaço
No espaço
No esboço indulgente
A noite é quando
Eu desfaço o meu disfarce
Sem reparo
Me revelo indigente
A noite fumo meu cigarro
Sinto a minha dor pungente
A noite é
Só de quem sente.
Eu me faço e refaço
No espaço
No esboço indulgente
A noite é quando
Eu desfaço o meu disfarce
Sem reparo
Me revelo indigente
A noite fumo meu cigarro
Sinto a minha dor pungente
A noite é
Só de quem sente.
Assinar:
Comentários (Atom)