"Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos apenas nossas próprias loucuras, fracassos e vícios"



quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre paliativos


A flanar por aí
Logo me percebi
Tão escasso de paz
Se festejo ali
Fedo a fumo aqui
Nada me satisfaz

Talvez por isso todo dia
Meu coração ainda anseia
Por uma ponta de amor
Mas como qualquer porcaria
Depois sofro com a azia
Aceito ponta do que for


-Se por mim perguntar, tô bem ali na beira. Chegue logo após eu me jogar.

(Silêncio do constrangimento)

-É pra encomodar a falta de estribeira! Quem sabe alguém vem me resgatar?

quarta-feira, 14 de março de 2012

A vez da Madame


Por que não esquece o que passou?
Nem pretende esquecer?
Só por ser agradável a você
Não vá pensando que vou lhe querer
(Outra vez)

Porque só me tomou como cachaça
Com a embriaguez veio a pirraça
E logo após me expor em meio à praça
Veio sofrendo de ressaca
(Mais de uma vez)

Mesmo assim
Dei-lhe café e cafuné
E fiz minha a sua dor
Se apesar não soube dar valor
Nosso amor não dá mais pé
Se padece em sua flor
(De vez)