"Devemos encarar com tolerância toda loucura, fracasso e vício dos outros, sabendo que encaramos apenas nossas próprias loucuras, fracassos e vícios"
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Vai, Diguinho
Na sua casa que aprendi comer damasco
Enquanto enchia o bucho
Você assistia o vasco
Chupava toda a água da garrafa plástica
Até que a vista cansava
E eu dormia no embalo
Mesmo ocupando seu colchão
Você não se importava
E achava engraçado
Porque não existe etiqueta que rotula
Amizade que atura
E acha certo no errado
Ao despertar vinha a filosofia
Rascunhávamos a vida
Sem o peso do passado
Exalando toda megalomania
Que a idade permitia
De um jovem comungado
Mas o tempo sempre vem como um tufão
Não tem uma data certa
Nem um encontro marcado
Parece que tem dado certo ou não
O importante é não ter pressa
Aprende mais, o esforçado
Vai, Diguinho
Voa
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